quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasuca desce de caiaque cachoeira de 40 metros no MT e bate recorde mundial

Ele desceu uma cachoeira de 38,7 metros de altura, em Mato Grosso, usando um caiaque. Na queda, que durou 2,97 segundos, a velocidade máxima atingida foi de 115 km/h. A imprensa internacional repercutiu o fato como ousadia e muitos disseram que o atleta é maluco. Mas Pedro Oliva, 26 anos, garante: “foi algo bem técnico e tudo muito bem planejado”. Veja outras fotos de Pedro Oliva e a equipe de 'caiaque extremo' Oliva, natural de São José do Rio Preto (SP), desceu a cachoeira conhecida como Salto Belo, em Campo Novo dos Parecis (MT), no dia 4 de março. O feito rendeu a ele e à equipe o recorde mundial do esporte, o caiaque extremo (do inglês kayak extreme). O recorde, aceito pela comunidade dos praticantes desse esporte e publicado em revistas de referência, deve ser agora submetido ao Guinness World Records para avaliação e registro. A técnica, segundo Oliva, foi o que garantiu o sucesso da descida. Da escolha dos equipamentos ao planejamento da melhor posição para a queda, tudo foi calculado detalhadamente. A equipe, formada por brasileiros e americanos, conta até com a ajuda de um matemático. “Começamos a desenvolver teorias até um pouco fora da linha do esporte, para pensar na queda”, diz o atleta...

No céu - Além do turbilhão de sensações proporcionadas pela descida, Oliva conta que o visual fez a queda valer à pena. “Até a metade do salto deu para ver tudo. É muito rápido, eu sei, mas depois que você desce inúmeras vezes, acaba treinando o olhar e capta muita coisa. Só que na segunda parte da queda, só consegui ver o céu e o logotipo do meu caiaque”, diz o atleta. “Quando caí na água, relaxei. Girei algumas vezes e em cinco segundos estava saindo da água. Foi a sensação mais incrível, pensei que estava no céu”, afirma. Oliva saiu da água na parte de trás da cachoeira, onde se forma uma espécie de “salão”.


UM BAITA CAGAÇO DEPOIS DA AMERISSAGEM - “Saindo da água, vi umas três cobras, de cerca de 1,5 metro. Uma delas estava comendo um pássaro. Acho que levei um susto maior nessa hora do que na descida”. No final, o atleta diz que “estava com estado de espírito muito tranqüilo. Nossa missão foi cumprida”. Os índios ajudaram a tirar o caiaque da água e auxiliaram na subida, de volta ao topo da cachoeira. “Nos deram colares de presente. Eu não tinha como retribuir, então dei a camiseta que usei por baixo do colete”, afirma Oliva. LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM G1 > Brasil - NOTÍCIAS - 'Só conseguia ver o céu e o caiaque', diz atleta que desceu cachoeira de 40 metros

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